domingo, 30 de janeiro de 2011

fugir

Não tem explicação. Simplesmente há dias em que quero fugir. Fugir dos meus medos, das minhas angústias, das minhas incertezas, das lembranças indesejadas. Fugir dessas pessoas que dizem ser o que na real não são, da falsidade, da negatividade...

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

desabafo

o ritmo frenético em que as coisas vieram acontecendo na minha vida me transformaram, porém, não tive tempo de acompanhar essas transformações, muito menos de refletir sobre elas.
muita coisa mudou. nem todas as mudanças foram boas e bem-vindas, mas sempre há algo que não podemos controlar e que foge do rumo.
depois de 16 anos convivendo com problemas familiares, minha mãe decidiu se separar do meu pai sem me pedir opinião ou concordância. de início foi um susto, mas ao mesmo tempo alívio. finalmente quase tudo estava em paz.
com isso também veio a consideração do meu pai, pois acredito que ele também tenha sofrido, e hoje posso ter com ele uma verdadeira relação de pai e filha. relação essa que antes eu tinha com meu avô, quem eu via todos os finais de semana, que brincava comigo, que me dava conselhos, que esfregava sua barba áspera nas minhas bochechas, que me dizia em italiano "cabeça baixa e orelhas erguidas" [nao sei como escreve]... enfim, foi meu verdadeiro pai enquanto o meu pai não pôde ser pra mim. a descoberta do câncer no meu avô chegou inesperadamente e afetou a família inteira. passei um mês vendo ele no hospital e em casa enfermo, com muita dor sob os cuidados da família. mesmo com dor, ele era carinhoso, atencioso, e preocupado comigo e com minha mãe. o que mais admiro nele, foi a vontade de viver até seu último segundo. sua morte não foi fácil para ninguém, deixou mágoas, vazios, muitas perguntas e uma imensa saudade. por mais que as pessoas digam que sempre estarão do meu lado, eu sei que se ele estivesse aqui seria muito melhor. nenhum apoio ou ombro amigo se compara ao dele, e eu vejo isso quando sinto que minha mãe está insegura e a única pessoa que ela pode contar agora sou eu. sinto por ele ter partido cedo, e por não ter conseguido ver muitas coisas boas acontecerem. sinto por ele não poder estar presente de corpo me acompanhando nessa minha trajetória, mas sei que do céu ele me olha, me cuida e me guia... em meio tantos problemas no ano que passou acabei tomando rumos errados por muitas vezes, e por menos que tenham me afetado, me arrependi.
não sou mais a mesma. as coisas mudaram pra mim com um único solavanco. eu aguentei, firme e forte, mas sai com cicatrizes, com lembranças ruins... mas também sai com lições de vida. aprendi a aproveitar mais as pessoas, pois a gente não sabe até onde vai a vida, que é uma só. aprendi a perdoar, pois não me acrescenta em nada levar mágoa das pessoas. e descobri, que se fui forte até agora para passar por todas essas dores, tive um Deus enorme do meu lado me sustentando; descobri que posso ser muito mais forte, que posso ir muito mais além, e que se cheguei até aqui, não dá mais pra desistir. tenho certeza que vou realizar todos os meus sonhos, por mais difícil que seja alcançá-los. eu sei que posso.