Não venha me dizer, que não há saudade em deitar na cama sem preocupações, em acordar sem correrias, em viver sem medo do que irá acontecer no próximo dia, nos próximos meses, nos próximos anos.
Nada apaga a memória de noites e manhãs bem dormidas, de tardes enfeitadas com pipoca e mate doce, de mãos sujas de barro, de casinhas arrumadas para as bonecas. Nada mais feliz do que lembrar dos bons e velhos finais de semana e das férias no sítio dos avós. Nada como uma família feliz reunida.
O mundo gira. O tempo passa. Nem tudo foi tão belo quanto imaginei um dia que fosse. As coisas mudam de lugar, pessoas vêm, e muitas pessoas também se vão. De repente uma tempestade te balança, te dá um tapa e faz você acordar. Te mostra que, ou você tem coragem e se dispõe a enfrentar o que vier pra conseguir vencer, ou você desiste e fica por isso mesmo.
Sim, sente-se saudade de voltar naquele tempo onde era rodeado pelas pessoas mais amadas, e sente-se angústia em saber que algumas você nunca mais verá. Sente-se medo por não saber o que há de vir, mas sente-se forte por lembrar de tantas que já enfrentou e no fim saiu com a cabeça erguida.
No fim, a gente guarda os momentos bons e tenta esquecer os que trouxeram dor. A gente guarda e tranca a sete chaves as pessoas amadas que foram e não voltam dentro do coração. A gente aproveita cada amanhecer, sabendo que algo planejado por Deus nos espera, ama quem nos faz bem e está do nosso lado, e luta, pois a vitória é certa para aqueles que a buscam.
L.S.K.